Como casar no civil Cerim nia e festa

Como casar no civil Cerim nia e festa

Maio é mês das noivas, já dizia a tradição… E eu – que casei ano passado, como contei para vocês aqui – tava devendo desde aquela época, para amigos e chegados as fotos e aquele bláblá de como foi o casamento.

Alias, OS casamentoS, já que ano passado eu tive dois: um no Brasil, com minha família, e outro na Inglaterra com a  família dele.

Só que casamento é um papo bacana e cheio de significados especiais, mas eu estava com problemas para escrever sobre isso. É que eu achei que eu tinha uma história que renderia um (ou vários) posts na mão, mas eu não achava graça escrever isso sozinha. Escrevia, pensava, e nada de sair algo que eu gostasse.

Então, já que esse blog é de viagem, eu tive uma idéia: resolvi reunir algumas amigas que casaram no exterior, como eu, e fazer um bate-papo. Assim, bem mulherzinha! Algumas perguntas para guiar a conversa e só – o resto é cada uma de nós dividindo suas experiências, porque papo de casamento bom é aquele que é feito entre amigas!

fotos casamentoDa esquerda para a direita: Letícia, Natália e eu! 🙂

Quem topou: as queridas Natália Gastão, do blog Ziga da Zuca (que casou na Itália) e a Letícia Roese, que casou em Oxford. O bom é que, assim, as experiências foram diversas: uma já morava no exterior e casou por lá mesmo; outra mora no Brasil, mas quis ter o gostinho de casar na Itália, numa experiência super romântica; e eu, que tive a experiência de casar nos dois países. Foi um barato editar as respostas e todo mundo! 🙂

Preciso, claro, agradecer imensamente às meninas – obrigada por ajudar a fazer esse post fantástico, e desejo tudo de bom sempre para vocês!!! Mas também preciso avisar que o post não acaba aqui: histórias são coisas que eu particularmente adoro compartilhar aqui, então se você quiser contar também como foi a do seu casamento no exterior (ou se envolveu uma viagem ou uma experiência, de forma geral), eu vou adorar saber!! Conta, vai? Pode ser aqui nos comentários (a casa é sua!) ou mande para – se a história for legal, ela pode virar post! 🙂

Bom, chega de enrolação… Vamos ao papo? 🙂

Como tudo começou? De onde surgiu a ideia de casar fora do Brasil?

Letícia: “Então… Como nós dois nos conhecemos e morávamos aqui em Oxford na Inglaterra, casar aqui nos pareceu mais óbvio (clique aqui para saber como os dois se conheceram!).

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Fui pedida em casamento no alto da Primrose Hill no Regent’s Park em Londres. Primrose Hill é um lugar que tem uma vista linda de toda a parte central de Londres e depois de um dia inteiro “turistando” por lá ele disse que queria me levar num lugar onde eu nunca tinha ido antes.

Primrose Hill

Como eu estava super cansada, nem me liguei. Foi num dia lindo de verão e no pôr do sol! Nos sentamos na grama, daí ele pediu pra eu fechar os olhos, quando abri ele estava de joelhos e me pedindo em casamento em português! Ele disse que demorou uns dias até decorar todo o texto e não sabia se estava tudo certo, mas foi lindo, e eu não parei de chorar enquanto dizia sim! Yes! Igem! Várias vezes! 😀

A parte engraçada foi que eu adoro Londres e ele nem tanto. Daí quando ele teve a ideia de me pedir em casamento lá, me convidou pra passar um dia lá como “turistas” pra aproveitar um tempo juntos (claro que ele não me contaria da surpresa) no sábado de noite. Era depois da janta, eu terminei de lavar a louça e fui fazer minhas unhas, eu estava SUPER animada com a ideia de passar um dia offline em Londres e com ele. Daí ele me confessou depois que ficou com medo de eu saber o que ele estava planejando, pois nunca tinha me visto fazer as unhas em casa, hahaha! E foi pura coincidência, eu não desconfiei, e o “fazer as unhas” foi literalmente porque eu tinha um tempo sobrando depois de duas semanas sem dar um trato nelas, ainda bem que eu fiz! Mas foi bacana saber que ele ficou apreensivo achando que eu tinha descoberto as intenções dele para aquele domingo, hahaha!”

Natália: “Nós já estávamos namorando há 8 anos (!!!), e eu sabia que o Zuco (Tales, o que você preferir)  tinha um certo – para não dizer “mega” – bloqueio com casamento. Então numa viagem (claro!) em Noronha, eu resolvi pedí-lo em casamento, assim na cara e na coragem, e ele topou! =D Tenso, mas topou! Hehehe!

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Depois disso, dei um tempo para ele digerir o assunto (1 mês), mas volta e meia tocava no assunto de como seria o casamento… Até que ele disse: “O que você acha da gente ir pra Itália e… Casar?”. Não levei a sério, e a única coisa que pensei foi que queria casar na igreja (sou católica) e com os meus pais presentes. E foi então que em uma outra viagem (Ilha de Páscoa), a gente decidiu tentar (ainda precisava convencer os meus pais e ver se seria possível) casar em Florença – o lugar foi ele quem escolheu. Euzinha aqui, nunca havia pisado na Itália. Então fui lá e conversei com os meus pais e em menos de 10 minutos eles toparam! O principal obstáculo já havia sido derrubado, então a partir daí o resto eu sabia que daria certo.
Na verdade, além da gente amar viajar, casar na Itália foi a melhor forma que o Tales conseguiu fazer com que o casamento fosse simples e pequeno, algo que eu também queria muito, mas que sabia ser quase impossível por conta do tempo de namoro, famílias grandes e amigos.”

Clarissa: “Eu morava no meu apartamentinho no Rio de Janeiro, e ele (inglês), tinha se mudado para lá enquanto namorávamos.

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Só que na metade do primeiro ano de namoro ele teve que deixar o país, por que o visto dele no Brasil ia expirar. Fomos – os dois – passar uns três meses na Europa, que era uma forma da gente continuar junto, eu conhecer Londres (que nunca tinha ido até então) e, como eu trabalhava com travel writing, era uma ótima chance de escrever coisas de lá. Fomos em junho de 2013 e eu voltei em setembro do mesmo ano – ele só voltou no final de novembro do mesmo ano, quando completou exatamente 180 dias que ele precisava ficar fora do país para poder reentrar no Brasil.

Só que nesse tempo que a gente ficou separado foi uma espécia de prova para ambos, já que ficou uma coisa bem esquisita para os dois lados. Afinal, nos meses anteriores a gente estava morando junto e levando quase vida de casado sem ser, e isso tinha o seu lado bom e ruim: o bom é que a gente de fato estava curtindo viver juntos e fomos, de verdade, bons companheiros um para o outro. Mas o ruim é que, em tese, ainda estávamos solteiros, com toda aquela questão de liberdade e independência que isso envolve na cabeça (ele, que estava viajando sozinho pelo mundo, e eu, travel writer e jornalista que viajava, morava no meu apartamento sozinha e tava toda independente fazendo o que eu queria), e um lado da gente ainda queria isso. Esse momento separado exigiu que cada um com seus próprios botões resolvesse o que queria para si e para sua vida – afinal, no nosso caso ficar junto não significava apenas juntar as escovas de dente; incluía também uma enorme papelada e uma mudança de país para pelo um de nós.

Sendo assim, depois que a gente se reencontrou e depois de um tempo repensando o que faríamos da vida, a gente decidiu ficar junto, em sério e definitivo, e fazer a coisa para valer. “Settle”, como ele dizia. A questão era “settle” onde? E depois de meses mudando de idéia e considerando todos os prós e contras de onde a gente moraria (Rio de Janeiro nenhum dos dois queriam, mas consideramos seriamente Curitiba; amamos a idéia de Vancouver e Nova Zelândia, mas desistimos por outros aspectos. E foi assim com várias cidades), fechamos, por questões práticas – leia-se “vistos” – que moraríamos em Londres.

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O casamento inicialmente seria no Brasil, muito por conta da minha família, mas quando eu cheguei no cartório para levantar a papelada e descobri a a burocracia louca (e absurdamente cara!) que seria para casar com ele no Brasil, desistimos. Então, já que a brincadeira do casamento ia sair cara de qualquer jeito, a gente escolheu a via que fosse menos burocrática. E casar na Inglaterra só me exigia um visto e um passaporte.

Moral da história: acabamos tendo dois casamentos. O primeiro em julho, no Brasil, que foi uma cerimônia sem valor legal, mas simbólica, para família e poucos amigos. O segundo, oficial e no civil, em novembro, em Oxford, com a família dele.”

Como foi a escolha do local? Você cuidou de tudo? Contratou alguém?

Letícia: “Sobre a organização, só casamos no civil no cartório de Oxford. Foi uma celebração bem simples e sem decoração. No cartório não nos permitem colocar nada, visto que a cada meia hora tem um casamento por lá! hehehe

Daí pensamos numa recepção na casa de amigos, depois na casa dele, onde moraríamos juntos, mas daí pensamos que queríamos que todos aproveitassem e lembramos que Oxford tinha um pub vegetariano/vegano que adorávamos – então por que não fazer por lá? Já tínhamos aberto o jogo com parentes e amigos do nosso orçamento apertado e eles foram gentis suficientes de dizer que não se importariam de pagar se estivessem celebrando no pub conosco.

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Um mês antes, eu e o Daniel fomos até o pub reservar umas mesas e o dono nos sugeriu uma sala que tinham 5 a 6 mesas, algo a mais do que precisávamos, fechamos na hora! Ele adiantou que poderíamos ir na noite anterior decorar ou levar o bolo ou qualquer coisa. Ele foi muito solícito e daí foi que começamos a pensar, “decoração, bolo”? E AGORA?

O Daniel foi atrás de bolo, mas nenhuma confeitaria fazia bolo vegano que não custasse uma fortuna, e eu pedi pra amigos separarem potinhos de geléia, garrafinhas fofas, que decorei com renda, fitas, comprei flores da estação no mercado, comprei velas, umas toalhinhas de “renda” de papel e pronto, voilá! Decoração pronta! Na noite anterior, fui com meus dois melhores amigos e com a Clarissa até o pub, organizamos tudo nas mesas e daí começou o frio na barriga! 🙂

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Compramos umas plantinhas, enrolei elas num papel, amarrei com fita, imprimi um “Thank you” e nossas lembrancinhas ficaram prontas. Teve até bolinhas de sabao na saída dos noivos e um guest book de pedras na recepção, onde cada convidado escrevia uma mensagem numa pedrinha pra gente. A musica ficou por conta de um amigo, e as fotos a Clarissa que fez: mesmo dizendo não ser profissional, ficaram lindas! No final, uma amiga do Daniel pediu pra sogra dela fazer um bolo e sim, também tivemos um bolo vegano lindo e delicioso!

Nosso casamento foi uma grande benção: isso soa meio religioso demais, mas é a verdade! Todos os familiares e amigos entenderam que queríamos algo simples e mais reservado, entenderam nosso “aperto financeiro” e todo mundo ajudou um pouquinho! Foi lindo!

Ah! E acho que o dono do pub também foi com nossa cara, porque no final da recepção, todos já tinham ido embora e estávamos organizando a bagunça ele disse que não cobraria o aluguel do salao, yay!”

Natália: “Como disse antes, quem sugeriu Florença foi o Tales, ele disse que já a conhecia e achou linda! No início, achei que seria complicado e comecei a procurar algo em Portugal, por conta de achar um padre que falasse o meu idioma, e também por ter uma amiga que morou lá e que poderia me ajudar. Mas como ele sempre falava em Florença, resolvi correr atrás, afinal de contas foi o lugar que ele escolheu né?

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Então comecei a procurar igreja em Florença na Internet e claro que me dei mal, afinal só aparecia o Duomo, etc. Eu queria saber onde as pessoas que moram em Florença se casam e isso eu não encontrava numa  simples busca no Google. Foi então que eu pedi ajuda para uma amiga, a Babi do Brasil na Itália, mas como ela estava com um bebê de 1 mês ela disse que seria complicado me ajudar… Então ela me passou o contato da Simona, uma cerimonialista especializada em casamentos de estrangeiros na Itália. Não pensei duas vezes e escrevi para ela. Logo no primeiro contato, ela disse que sabia de uma igreja (como o pároco da igreja tem autonomia para vetar o casamento, afinal não fizemos curso de noivos, etc., lá é muito importante ter essa posição) e de um possível padre que falasse português. Foi neste momento que fechei o contrato com ela! E desde então, ela foi o meu avatar em Florença. Trocávamos emails diariamente (em inglês) e foi assim que decidi praticamente tudo do casamento, comida, decoração, músicas da cerimônia, fotógrafa, cabeleireiro, maquiagem, etc.
Não considerei o processo de organizar o casamento complicado, aliás, vejo minhas amigas que casam aqui muito mais estressadas do que eu fiquei. Mas é fato que se você não é o tipo de pessoa que delega as coisas, ficará bem difícil. Porque neste caso não há outra opção, exceto que você vá até Florença (ou o lugar do casório) várias vezes até resolver tudo (o que cá entre nós, não é uma má idéia- hehehe).

Para quem gostou da idéia, a Natália tem um post completo com as dicas e experiência dela ao organizar o casamento em Florença aqui.

Sobre a questão cultural, algumas coisas podem dar um nó… Por exemplo, demorei um tempo para assimilar que o almoço seriam 5 pratos diferentes. Primeiro eu achei que seria um bufê, depois que os convidados escolheriam um dos cinco pratos, mas só depois entendi que casamento italiano tem 5 pratos no almoço! Outra coisa foi o bem casado, eu queria que tivesse mas não sabia como explicar a ela, então falei com a Babi (de novo) e ela disse que não tinha lá, então resolvi encomendar e levar (o padrinho levou) daqui mesmo.
É difícil visualizar as coisas quando são muito diferentes do que estamos acostumados, a Simona me perguntou se eu ia querer confetes, eu pensei “Como assim?” e ela me disse que era o que jogavam nos noivos na saída da igreja… Aí eu pensei “Hummm.. O arroz!” ela me explicou que eles não usam arroz por conta dos pombos, e cá entre nós minha referência de arroz era mais de filmes do que de casamentos que eu tenha ido. Até porque no Brasil os noivos saem antes dos convidados da igreja. E para ela, isso sim era esquisito. Mas nada disso foi complicado ou tenso, no fundo foi até divertido!”

Clarissa: “Como haveria um casamento em cada país, a gente meio que informalmente decidiu que o casamento do Brasil seria meu e o da Inglaterra seria dele! 🙂 Isso significava, basicamente, uma coisa: como casamento é um troço cheio de detalhe e de burocracia, e burocracia é uma coisa muuuuuuuuuuuuito chata, nada mais justo que, para facilitar a nossa vida, tudo que fosse referente à burocracia e exigências brasileiras eu cuidasse, e ele fizesse o mesmo com a parte inglesa.

Então, no Brasil eu cuidei da cerimônia, junto com meus pais, mas aqui ele viu praticamente tudo. Como no Brasil já teria um evento, aqui a gente optou por fazer algo mais simples: o casamento seguido de um almoço. Escolhemos que a cidade onde a gente iria se casar seria Oxford, perto de Londres, por dois motivos: eu tinha ido no casamento da Letícia lá, um ano antes, e gostei muito da cerimônia que tinha acontecido no cartório da cidade – acho que as moças que oficializavam a cerimônia tinham a real consciência da importância daquele momento que elas estavam conduzindo, e dava para ver que elas tinham o maior carinho para que a cerimônia, mesmo civil, fosse especial (eu não queria que fosse uma coisa mecânica e burocrática como um procedimento de cartório).

Segundo motivo – e principal – era que a avó do Mark morava na cidade, e seria melhor para ela quanto para a família dele que fosse lá; o Mark tem três irmãos pequenos do segundo casamento do pai, e este poderia ficar com toda a família por lá.

O Mark então viu a documentação e os prazos necessários para dar entrada, fechamos o casamento civil e ele foi pesquisar um restaurante legal para o “depois”. Tudo ele fez sozinho! Nos arredores de Oxford tem um restaurante chamado The Trout and the Tadpole, que já ganhou vários prêmios como o melhor da gastronomia de lá, e ficava afastado 25 minutos de carro da cidade, numa antiga casa de pedras de 1700 e pouco, com heras nas paredes e árvores lindas em volta.

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E como casamos no outono, todas as árvores estavam desfolhando, o que deixava a paisagem ainda mais linda!

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Ele fechou os pratos (entrada, prato principal e sobremesa), o salão reservado para a gente (seríamos umas 30 pessoas!), os transportes de e volta do restaurante, e até o buquê! :). Mas tivemos preciosas ajudas: o padrinho dele (“best men”) ajudou com parte da organização, outro amigo dele foi o fotógrafo e a Letícia me ajudou trazendo as lembrancinhas! Foi bem especial!”

Teve algum tipo de celebração ou cerimônia no Brasil também? Se teve, como você sentiu que foi a diferença entre as duas?

Letícia: “Não fizemos celebração no Brasil, então meus pais e parentes assistiram a cerimônia no civil via Skype! Não foi o ideal, mas pude tê-los perto de alguma maneira. E depois meus pais vieram pra cá, conheceram o Daniel e a família dele, e ficou tudo certo! 🙂

9 meses depois, tivemos uma “cerimônia” na Hungria, que na verdade foi mais um almoço, todos sentados numa mesa comprida de um restaurante local. Recebi flores dos homens e presente das mulheres, perguntei pro Daniel se era algum tipo de tradição deles e ele disse que não, que era a forma que eles tinham de falar que eu era bem vinda na família. Achei muito bacana, principalmente porque estava todo mundo querendo conversar comigo, só que eles falavam alto e devagar, como se eu fosse entender húngaro! 😀 Agora toda vez que vamos pra Hungria é uma bagunça só e eu adoro! 😀

Agora em julho estamos planejando ir pro Brasil. Quero apresentá-lo para o resto da família, mas não planejamos nada por lá. Talvez um almoço em família como na Hungria, o difícil vai ser reunir os meus mais de 300 parentes, porque juntar os 16 parentes dele foi fácil! 😀 “

Natália: “Por questões práticas, nosso casamento civil foi no Rio, então aproveitamos para avisar aos amigos e a família, embora tenha sido em plena segunda-feira. Foi bacana e emocionante por estar com amigos tão queridos, com o meu avô, tia… Pessoas que não iriam até Florença. Posso dizer até que foi uma surpresa, pois não fizemos muita coisa em relação a essa cerimônia e acabou sendo muito legal! A cerimônia foi no cartório, que embaixo tem um restaurante, então fizemos uma confraternização lá mesmo. As madrinhas deram prosseco e eu levei bem casados (sim, eu amo bem casados! Hahahaha).

Não senti nenhuma pressão para realizar essa cerimônia, que foi surpreendente e aproveitamos bastante!

Fugindo um pouco a pergunta, como sabia que pouca gente iria, aproveitei para fazer um chá de panela grande, chamei várias amigas, fiz bastante coisas, como uma forma de celebrar com elas também. Ah! Também teve bem casado!!!

Clarissa: “Sim, teve uma cerimônia sim, que foi até em maior porte que a da Inglaterra. Muito disso porque, como eu sou filha única, meu casamento era um momento importante para os meus pais, e mesmo eles tendo ido ver o casamento da Inglaterra, fazer no Brasil com toda a família reunida era muito importante.

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Mas confesso uma coisa: eu, que tinha prometido para mim mesma que não ia me estressar com cerimônias, quase enlouqueci com a do Brasil! Gente, é sério!!!! Eu, que sou super tranquila com muita coisa (“ah, gente, deixa assim, tá ótimo”), estava quase surtando com tantas perguntas e pressão que havia. Hoje, eu acho engraçado porque percebo que muito dessa pressão não era minha, mas dos outros, que jogavam uma carga enorme em cima do casamento/festa em si, e não entendiam que eu não fizesse questão de tudo isso.

Eu resolvi quase tudo do casamento: fechei o local (um restaurante fofo chamado Jardineto, em Vargem Grande, onde casaríamos no jardim); fechei o menu das comidas, fechei a música (meu amigo Gustavo, que é um super DJ, faria a trilha sonora), a data, os convites, até a cerimônia em si – que seria celebrada pela minha prima Giselle e pela minha avó muito, muito querida. Bem, se nos Estados Unidos (quem assistiu “Friends” lembra disso), qualquer pessoa pode fazer um curso e ser o juiz de paz de um casamento, porque eu não poderia fazer o mesmo aqui e ser casada por pessoas que eu amo do que por um estranho ou um padre que nunca vi? 🙂

Pois é: aparentemente, acho que eu choquei a sociedade quando eu fiz isso, porque muita gente não entendia. :/

Bom, mas eu lembro muito bem de um diálogo com uma menina: minha mãe havia chamado uma empresa para fazer a decoração do local (que era a única coisa que não daria para fazer por conta própria) e junto com ela veio uma cerimonialista, que me perguntou:

– Quem é sua cerimonialista?

– Ué… ninguém… – eu já tinha fechado tudo a esta altura. Nem me passou pela cabeça que eu precisava disso também.

– OH! – disse ela, com os olhos arregalados  – GENTE, você PRECISA de uma cerimonialista!!!!

Ela falou isso com uma cara que parecia fazer algo tipo “dãããã, é óbvio”. Me assustei na hora – porque até então estava bem tranquila porque, de acordo com o meu “checklist”, eu já tinha lugar, foto, bolo, menu, música, convidados, convite, e agora, decoração. Do jeito que ela disse, parecia que eu tinha sido uma tonta que tinha cometido a imbecilidade de esquecer algo muito importante também.

– Ué, hã… mas, desculpe… O que uma cerimonialista faz? – Tipo, eu sei o que uma cerimonialista faz. Mas do jeito que ela falou, vai que as cerimonialistas tem algum poder mágico e secreto e eu estava marcando bobeira de ter esquecido?

– Ué, querida, elas organizam o casamento para você!!! – Dessa vez, a cara de “dããã” dela vinha misturada com um “ai, tadinha, tão burrinha…”.

O que eu quero dizer: por favor não me interpretem mal, mas eu não tenho nada contra cerimonialistas. Pelo contrário – acho que elas são uma “mão-na-roda” fantástica quando você não tem tempo, ajuda, paciência, ou se quer ajuda para fechar as coisas para você. Elas prestam um serviço ótimo e ajudam você a viver o seu casamento dos sonhos. Mas no meu caso, bem… Eu não tinha um “casamento dos sonhos” a la Disney, e nunca fiz questão de um- afinal, como eu iria me mudar, a cerimônia seria quase que uma festa de despedida. Eu queria um mini-wedding: pequeno, descontraído, quase rústico e espontâneo. E, o mais importante, eu já tinha fechado tudo, de verdade: para que eu precisaria, honestamente, de uma cerimonialista nessa altura?

Nas horas seguintes a este diálogo, volta e meia eu escutava um “mas se você tivesse uma cerimonialista, não seria assim..”, “ah, mas é isso que a cerimonialista faz…”, “E a mesa de chocolates, já viu? Ai, não vai ter??? Nossa, que… hã… diferente!”…

Como vocês podem imaginar, eu me irritei com esse ser humano. 🙁

Mas essa situação me marcou porque ilustrou bem várias “cobranças” que eu senti ao longo da organização: cobranças (dos outros) de que eu deveria casar com um vestido X, ter uma mesa quilométrica de doces, ter orquestra (“porque você não entra com um violino?? É tão mais elegante!”)… E a cada negativa minha, era visível a desaprovação na cara dos outros.

Teve, confesso, horas em que eu fiquei cansada. Não imaginava, mesmo, que tentar não fazer uma festa que não tenha a minha cara fosse tão cansativo.

No fim das contas, o casamento no Brasil foi lindo, lindo, lindo e especial. Um mini-wedding íntimo, com família e amigos próximos e queridos de vários lugares do Brasil presentes. Até o pai do Mark veio, da França. Teve chororô, teve abraço, teve muito carinho e amor envolvido, e os violinos, mesas de chocolate e cerimonialistas nem fizeram falta. Foi tudo simples, e foi tudo a nossa cara.

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E hoje, depois que tudo passou, eu olho para trás com muito carinho por esse dia, com essas lembranças. Repetiria tudo de novo, do mesmo jeito. Mas também me lembro da pressão do “antes” e, comparando – já que tive duas cerimônias – é gritante a impressão que me deu que o casamento no Brasil tem um “pressão” que as pessoas agregam a ele (e à noiva, em particular) que eu não tive, em nenhum momento, fora do país. E se isso é bom ou ruim depende de cada um (mas a mim, confesso, me encheu bastante o saco às vezes!).

E só para ilustrar uma história em relação ao vestido: eu não queria vestido de noiva, de jeito nenhum. Primeiro, porque eu achava que não combinava comigo (me sentia um cupcake, naquilo), nem com o local, que seja num jardim, com pé na grama. Queria uma coisa bucólica – um vestido longo e branco, só. E isso foi algo que eu não consegui achar de jeito nenhum (aparentemente, no Rio de Janeiro a temporada de vestido branco e longo é só perto do verão e Ano Novo. Encontrar um modelo assim em meados de maio a julho que não estivesse recheado de paetês e lantejoulas invernais é impossível).

Fui numa costureira pedir para fazer um modelo para mim. Meu briefing: “vestido branco longo”. O desenho dela: vestido de noiva. Briefing de novo: “vestido branco longo e simples. Normal. Sem ser de noiva”. O segundo desenho dela: vestido de noiva. E o preço cobrado? “Vou fazer mais barato, porque você não quer de noiva: R$ 10 mil”. 

Nem ela, nem ninguém, entendeu que quisesse, de verdade, só usar um vestido branco longo. Isso sim, foi o maior choque de todos. E o que me irritava era a cara indecifrável de “que pena/louca/rebelde, essa menina”.

A solução veio da sugestão do marido de uma amiga: encomendar um vestido do Nordeste, longo e branco, feito todo de renda, à mão, das rendeiras nordestinas. Amei. Era o que eu queria: branco, longo, simples, mais brasileiro impossível, com um pézinho de Nordeste (eu morei em Recife, e aquelas bandas de lá tem um significado especial para mim) e eu poderia ainda usar de novo (afinal, eu ia precisar de outro vestido na Inglaterra, né?).

O vestido chegou. E eu casei assim: de renda nordestina, flor no cabelo e sandália de dedo. A melhor versão noiva para a Clarissa daqui. 🙂 E o engraçado é que todo mundo que chiou antes do vestido achou lindo depois – me pediram a loja, inclusive. O mesmo vestido veio trabalhar de novo, meses depois, na Inglaterra: só que dessa vez, saiu a sandália de dedo e entrou a bota, saiu o véu e entrou uma estola de pelo, porque estava frio. E todas as inglesas AMARAM o vestido – inclusive a outra noiva inglesa que entrou depois de mim!

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Como foi a questão prática: papeladas, documentos a serem providenciados… Deu muito trabalho?

Letícia: “Como eu não sou européia e ele não é inglês, tivemos que apresentar nossos passaportes e comprovantes de residência. Fomos até o cartório e tivemos que primeiro marcar uma data pra uma entrevista. A entrevista é para os dois, primeiro eu, depois ele e depois os dois juntos. As perguntas vão desde a data do nascimento do futuro marido/esposa até questões mais íntimas (o que pra gente nem rolou).

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Pelo que andei pesquisando, o pessoal do cartório é bem treinado pra ver nas expressões, gestos e fala se você está falando a verdade ou não. Eles agem assim devido a enorme quantidade de casamentos “vendidos” no exterior. Mas conosco não teve problema nenhum. Perguntaram pra ele como nos conhecemos e ele respondeu; já quando foi comigo e eu respondi, a entrevistadora disse: “Foi lindo saber da mesma história em versões diferentes e ver que ambos se emocionaram da mesma maneira ao contar!” O que eu adorei saber é que ele também lembra de cada detalhe, e guarda com tanto carinho. <3

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No dia do casamento, chegamos antes, porque teriam mais perguntas (o que na verdade as mesmas, mas acho que era só pra um “Just in case something change”). E pronto, fomos liberados pra casar!

Natália: “A papelada foi o que mais preocupou durante todo o processo, morria de medo de não dar tempo de chegar, ficar pronto, etc. Mas até que foi tranquila!
Como o casamento seria apenas na igreja e a Igreja Católica é uma só, não precisava me preocupar com a validação do casamento, etc. Tivemos que fazer todo o trâmite de um casamento na igreja no Brasil (curso de noivos, entrevista com o padre, etc), juntamos toda a documentação mais a certidão do casamento civil e a secretaria da paróquia que dei entrada (geralmente a que você frequenta ou a mais perto de casa) manda para a Cúria (Arquidiocese) e esta, emite o chamado Instrumento Canônico, um documento em latim que é enviado para a igreja em Florença.
Minhas preocupações: Será que o instrumento vai chegar em Florença a tempo? E se faltar algum documento, vai dar tempo de resolver? Tanto atormentei o juízo da galera da igreja que eles conseguiram que a Cúria me desse o instrumento canônico e eu enviei via DHL para a Simona e ela entregou diretamente ao pároco da igreja que eu me casei.”

A Natália tem um post ótimo explicando esse processo, aqui.

Clarissa: “Para casar, não… O problema tem sido o visto! 🙂 Mas vamos lá: se você sai do Brasil para casar na Inglaterra, mas não vai ficar lá, vai morar em outro lugar, você tem que ter uma espécie de “visto de noiva”, que é chamado de “Visitor Visa – Marriage”. Ele vale por seis meses, você não pode trabalhar ou estudar com ele, pode ter múltiplas entradas – ou seja, você pode sair da Inglaterra para outro país na Europa e voltar várias vezes. Na prática, ele tem os mesmos benefícios que um visto para turista, a diferença é que você tem que solicitar ele e pagar por ele, coisa que como turista você não precisa. Então, você pode até casar (se for só casar) com o visto de turista, não creio que haja problemas (só haveria se você, na chegada da imigração, disser que veio ao Reino Unido para casar, e nesse caso o oficial pode questionar o porquê de você não ter tirado o “visto de noiva”). Só que eu tive que tirar porque, como iríamos depois dar entrada no visto de residente, queríamos fazer tudo direitinho para não ter problemas depois.

Já no casamento, eu precisava estar residindo na Inglaterra por 9 dias completos – sem contar o dia da minha chegada. Então, esperamos 10 dias antes de dar entrada no casamento, o que foi feito no cartório daqui de Londres – mesmo que a cerimônia acontecesse em Oxford. A entrevista é feita com ambos (no nosso caso não foi feito entrevista em separado, mas esse é um procedimento comum para evitar casamentos arranjados) e eu só precisei apresentar o passaporte. Pagamos a taxa solicitada, assinamos o que foi necessário, e pronto! No dia do casamento, só tivemos que ser chamados antes para conferir as grafias dos nomes na certidão de casamento, e pronto!”

Maquiagem, cabelo, vestido… quem cuidou disso?

Letícia: “Eu sempre soube que queria um vestido simples. Passei DIAS olhando as lojas e nada me encantava. Foi chegando perto da data e eu, cansada já, entrei numa loja com meu melhor amigo, escolhi um e falei “Coloco uma fita de cetim assim, coloco umas flores no cabelo assado, e pronto!”, mas na verdade eu não tinha caído de amores pelo vestido. E na mesma noite entramos no site dessa mesma loja e – oba! – lá estava ele, meu vestido! 🙂 Mas eu estava dormindo na casa desse meu amigo, e portanto estava “sem lenço nem documento”. Como amigo/padrinho de casamento serve pra tudo, peguei o cartão dele, encomendei o vestido e pronto, naquela noite dormi tranquila! 🙂

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No dia anterior eu mesma pintei as minhas unhas. Fiz orçamentos de cabelo, maquiagem e tudo mais – e achei um absurdo! Então, o cabelo e a maquiagem foram feitos com muito carinho pela irmã do meu melhor amigo (obrigada,  Aline!). Ficou tudo lindo e como eu falei, cada amigo/parente participou gentilmente em tudo para que nosso dia fosse mais que especial.”

Natália: “A Simona cuidou de tudo!!! Maquiagem, cabeleireira e manicure (essa parte foi um fiasco, mas sem traumas). O vestido e véu, nós alugamos no Rio,  minha mãe cuidou dele o tempo todo que estava em Florença, e depois do casamento uma amiga que estava voltando para o Rio, levou de volta! Trabalho em equipe!

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Fiz a prova da maquiagem dois dias antes do casamento, no apartamento que meus pais estavam, e a prova do cabelo na véspera, que apesar de ser feriado (1/5), a Simona conseguiu que a cabeleireira abrisse o salão para mim. Não tive esse lance de dia da noiva que tem aqui no Brasil, mas tive fotógrafa e videomaker fazendo o making off, com a maquiadora, cabeleireira e os meus pais lá no apê que eu estava hospedada. O Zuco? Ele saiu cedinho e foi para o apê dos meus pais!
O vestido foi um Alfred Dangelo que aluguei no Rio (segundo aluguel) e foi super tranquilo de levar, achei que fossem criar caso mas eles nem aumentaram o preço pela viagem dele. Além disso, usei um sapato amarelo, que durou apenas o dia do casamento (deixei ele em Florença), mas que ficou liiiindo!”

Clarissa: “Eu que fiz tudo: o cabelo estava curto, e foi solto mesmo. A maquiagem eu fiz e unha também. Como eu disse, no casamento do Brasil eu já me senti “casada” ali, e esse sim teve cabeleireiro e manicure.

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Aqui eu estava bem mais tranquila. Sim, minha produção nesse foi beeeem menor… Mas eu estava feliz, e o dia estava lindo. Isso foi o suficiente! 🙂 “.

E fotos? Teve fotógrafo?

Letícia: “TEVE! A Clarissa querida! 😀 E não, não estou puxando o saco! 🙂 Conheci a Clarissa trabalhando, num dos BlogTurs em Foz e foi uma das blogueiras que na hora chamou minha atenção por ser tão querida e simpática. De alguma forma a gente sempre conversava por Facebook depois do BlogTur e quando soube que ela estava em Londres, eu humildemente a convidei pro meu casamento, expliquei nosso orçamento apertadíssimo e perguntei se ela não poderia fazer as fotos e ela topou na hora! OBRIGADA de novo, Cla! Você alegrou muito nosso dia e as paredes da nossa casa também! :)”

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Natália: Fotógrafo foi algo que eu quis de cara! Antes de saber se usaria vestido de noiva, se teria almoço ou se iria mais gente, eu sabia que teria fotógrafo. Tanto que eu contratei a Rosapaola (fotógrafa) logo de cara através da Simona. Já o vídeo, achei caro e acabei dispensando, mas 3 semanas antes do casamento, meu pai disse que fazia questão, então fui atrás de alguém que fizesse um bom trabalho, porém mais em conta. Foi aí que a Babi entrou em ação de novo e me ajudou, ela jogou a pergunta no Pergunte para o Brasil na Itália e rapidamente entrei em contato com o Marco do Dimedia Studio, que me fez um preço ótimo e me entregou um trabalho de primeira.

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As fotos foram entregues apenas em formato digital e o vídeo em um DVD, já o trailer foi enviado pela Internet.”

Clarissa: “No do Brasil teve, uma amiga querida, a Babi Medeiros, que hoje tem o seu estúdio de fotografia especializado em crianças – e lá sim, as fotos ficaram lindas! Aqui na Inglaterra chegamos a orçar, mas não fazíamos tanta questão assim, já que dessa vez não teria muita coisa, e não estávamos dispostos a pagar tanto.

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Então decidimos pedir a um amigo do Mark, que é fotógrafo, que fizesse as fotos. Foi simples, e foi o suficiente!”

Quem veio te ver na sua cerimônia? Fez muita diferença ter ou não a família ou os amigos perto?

Letícia: “Tive ao meu lado minha família do coração e amigos. Não ter meus pais, irmã e sobrinhos por perto fez diferença sim, mas com tanto amor e carinho envolvido eu acabei relaxando e eles assistiram tudo por Skype.

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Os amigos do Brasil ficaram felizes de me ver casada e emocionados ao ver as fotos depois.”

Natália: “Recebemos 25 convidados, entre família e amigos, tive até pajem e dama de honra! Aliás, muito mais amigos do que família, e certamente eles foram um plus no nosso grande dia. Aliás, foram um plus nos nossos dias em Florença! A coisa boa de ter poucos convidados é que a gente consegue aproveitar muuuito o nosso tempo com eles.

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E era isso o que eu queria, não fizemos grandes ensaios fotográficos pois queríamos desfrutar aquele momento especial com eles, que vieram de tão longe para nos prestigiar! “

Clarissa: “Do Brasil vieram só meus pais, e foi muito especial tê-los comigo! De amigos, vieram dois: a Letícia com o Daniel, e a Kristine, uma querida amiga norueguesa.

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A grana era bem curta para convidados, e como eu disse, essa cerimônia na Inglaterra era “do Mark”, para ele trazer os amigos e família dele”, então preferi dar prioridade aos convidados dele”.

Lado ruim: conta uma coisa que você menos gostou – e que se pudesse, teria feito diferente?

Letícia: “Eu não sei se faríamos diferente, além de ter meus pais, minha irmã e a irmã dele por perto. A mãe dele conseguiu vir, o que foi bem bacana, mas fora isso, não me sinto envergonhada por ter feito um casamento com orçamento apertado e somente com os muito íntimos por perto. Amamos cada segundinho do nosso ‘mini-wedding’, cada amigo que se dispôs a acordar cedo e passar o dia com a gente e cada ajuda também.”

Natália: “A manicure!  Sério, a minha cabeleireira foi quem se meteu a fazer a minha unha lá, claro que eu não sabia disso, mas cheguei em Florença com as unhas feitas e até aquele dia elas ainda estavam direitinhas, mas como eu pedi para fazer a unha, ela tirou o meu esmalte (claro) e foi fazer a unha, bem meia boca por sinal, aí na hora de pintar ela veio com um desses esmaltes com glitter, eu disse que não e pedi o branco, nem preciso dizer que ficou péssimo né?! Acho que com essa informação, hoje eu não teria tirado o primeiro esmalte. Foi uma coisa chata, mas não dei piti, nem nada, no fundo estava feliz que foi só aquilo!
Outra coisa que ficou esquisita e que a gente sempre faz piada, é o bolo! Que a Simona na maior boa vontade pediu a cobertura amarela para combinar com a decoração (girassóis). Então o bolo era de chocolate com um glacê amarelo!

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Ficou meio bizarro e só vi na hora, mas foi outra coisa que não me estressei. Mas, novamente, se eu tivesse essa informação, teria vetado o amarelo né?!”

Clarissa: “Acho que vou numa resposta parecida com a da Letícia – não sei se eu faria diferente, dadas as circunstâncias. Como nós já tínhamos nos sentido “casados” na cerimônia do Brasil, eu tava meio cansada já do “auê” em torno do casamento e estávamos envolvidos até dizer chega com mil trabalhos na época, tudo para pagar as (enormes) contas do casamento, mudança e visto (sério – acho que 2014 foi um ano que terminou com a sensação de que eu nunca trabalhei tanto para juntar dinheiro tão rápido, e gastar tão rápido também… Foi um ano de muitas alegrias, mas que consumiu muito também), não seria errado dizer que eu e ele estávamos “vendo” o casamento em Oxford como mais uma “etapa” num checklist enorme de obrigações que tínhamos que cumprir para fechar a questão do visto e terminar, de uma vez por todas, a sensação de “mudança”. Claro, nós levamos a cerimônia a sério – especialmente ele, que estava enrolado providenciando todos os detalhes. Mas também a gente se cobrou menos em ter que ter tudo perfeito, nos estressamos menos… e planejamos menos também! Isso se refletiu no fotógrafo que não fizemos questão de contratar, no cabelos e maquiagem que eu mesma fiz com o que eu tinha no meu estojo e, principalmente, NO BOLO DE CASAMENTO QUE A GENTE ESQUECEU DE ENCOMENDAR!!! 😀

Sim, eu conto essa história com mais detalhes no tópico abaixo! 🙂 Mas a verdade é que, estávamos tão cansados – e ao mesmo tempo tão felizes de que as coisas estavam caminhando e que a data estava chegando – que nenhum dos dois nem sofreu muito com isso, e ficamos bem satisfeito com o “jeito” que demos (que também conto embaixo!). Acho que se algo semelhante tivesse acontecido no Brasil, eu ia surtar – não pelo esquecimento em si, mas pela pressão que fica em volta da gente!

Então, a verdade é o seguinte: hoje, às vezes, eu me pergunto se eu deveria ter dado mais atenção a isso, contratado um salão especializado, ou um bolo cheio de frufru (embora, quando eu vejo o preço que se cobra por isso aqui, eu meio que não sei se já faço tanta questão assim). Mas por outro lado, eu lembro na época o quanto que eu estava tranquila, o passeio que fiz com meus pais no dia anterior que foi ótimo (do contrário eu teria que ficar horas no salão), o meu jantar com o Mark, sozinhos, num pub na véspera, sem pressa de horários, a tanto que a gente aproveitou e brincou no casamento com os convidados, quando só haviam amigos na sala; e, especialmente, o tanto que a gente ficou tranquilo em ver que as despesas tinham saído exatamente como planejado, sem o estresse de estar devendo muito e estando longe. Então, se eu fizesse de novo, acho que seria pelo prazer de reunir e viver tudo de novo, não porque alguma coisa deu errado!

E agora, os bastidores: deu alguma coisa errada/fora do planejado no dia?

Letícia: “Não posso dizer que foi tudo como o planejado porque não planejamos muito! 🙂 Não ficamos na paranóia de “E agora, e isso, e aquilo…” não, relaxamos e curtimos o momento. Confiamos na palavra dos parentes e amigos que nos ajudaram, fizemos as coisas no nosso tempo e no nosso orçamento e todo mundo curtiu no final. Teve bem a nossa cara e nosso estilo.

Natália: “A resposta acima vale para essa!
O que poderia ter dado “errado” mas não deu foi a mega chuva que caiu pela manhã, mas o Pedrão foi fiel e fechou as torneiras na hora do casamento, fazendo com que a gente pudesse fazer o nosso “tour” com os convidados à pé pelas ruas de Florença. “

Clarissa: “Então… faltando uma semana para o casamento, eu perguntei ao Mark se ele tinha visto o bolo – como eu disse, eu organizei o casamento no Brasil, de modo que esse foi responsabilidade dele. Não, ele nem tinha parado para ver isso – e eu não digo que foi irresponsabilidade dele, porque ele estava trabalhando feito um louco na época. Então, eu comecei a pesquisar (com 5 dias de antecedência) se alguma empresa de bolos faria um para a gente para a data. Mais uma vez, eu tinha tido um bolo no casamento do Brasil que era lindo e delicioso, então eu já estava feliz e muito menos exigente dessa vez: eu queria um bolo bonitinho, que fosse entregue na data e horário certo – nem precisava ser de casamento. Só que quase todo mundo estava lotado para a data – e quem não estava, estava cobrando muito caro pelo bolo.

A gente estava numa sinuca. Eu até pensei em eu mesma fazer o bolo na noite anterior (eu tinha aprendido a fazer um naked cake delicioso!), mas a logística ia ser uma loucura: na véspera meus pais e amigos estavam chegando em Oxford e eu queria aproveitá-los. Segundo, teria que fazer o bolo na cozinha da avó dele, que estava recebendo muita gente. E quem ia levar o bolo até o restaurante?

Eu já estava abstraindo do bolo quando vi que alguns casamentos o bolo é substituído por cupcakes – e isso poderia ser uma boa idéia. Achamos uma empresa que poderia entregar os cupcakes – mas a gente faria do quê?

Nisso, o Mark sugeriu que fizéssemos cupcakes inspirados no Dia dos Mortos no México: para quem não sabe, a festa do Dia dos Mortos no México é cheia daquelas caveirinhas mexicanas coloridas, é super alegre e acontece num cemitério – e foi lá que eu e ele nos conhecemos (sim, a história é inusitada e eu já contei ela aqui). A gente já tinha pensado em fazer alguma coisa de caveirinha no casamento no Brasil, mas acabou que não conseguimos encaixar na decoração (“como assim, caveiras em casamento???? Que horror!!!”). Então a encomenda dos cupcakes foi a deixa que a gente precisava! 🙂

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E à propósito: o casamento na Inglaterra aconteceu no dia 1° de novembro, que é o mesmo dia do Dia dos Mortos no México – e quando fez dois anos que a gente se conheceu! 🙂

A confeiteira adorou a idéia e o desafio, e se divertiu fazendo. No fim das contas, nosso bolo ficou assim, ó! :)”

E como foi sua expectativa? Para quem teve comemoração no Brasil também, qual foi o  significado de cada uma dessas celebrações? 

Letícia: “Eu confesso que fiquei nervosa só quando cheguei no cartório. Mas logo depois que entramos para entrevista (a última!) eu relaxei. Eles estavam treinando uma escrivã nova que errou apenas SEIS vezes a nossa certidão, daí as outras duas ficaram nervosas com ela e eu e o Daniel acabamos rindo da situação e relaxamos. O que, parando pra pensar agora, colocamos nossos convidados na situação de nervosos, porque com isso nosso casamento atrasou em meia hora (e nem foi por culpa nossa!) enquanto eles já estavam na sala nos esperando e ouvindo nossas músicas em looping. Acho que foi emoção do começo ao fim pra todo mundo!”

Natália: “Estive tranquila o tempo todo, o meu estresse maior foi até o momento de arrumar a mala e embarcar, depois disso curti muito. Uma das melhores coisas de casar viajando, foi aproveitar muito com os amigos e assim aliviar a ansiedade. Para você ter uma ideia, na véspera do casamento fomos para Pisa em seis pessoas, ao retornar para Florença fomos jantar e chegaram mais dois amigos, ficamos na rua até às 23h e o casamento seria no dia seguinte de manhã. Fiquei ansiosa sim, mas na medida certa e aproveitei bastante! Minhas expectativas com a Igreja, almoço, decoração, etc. Foram todas superadas!

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Como eu disse antes, o casamento em Florença, significou de fato o nosso casamento! Digamos que o “casamento de verdade”! Para você ter uma ideia, o Zuco só começou a usar a aliança depois dele. Foi mágico e muito especial, principalmente por ver carinha de feliz do Zuco e ouvir dele” Só você para fazer algo assim tão a nossa cara!”. Era esse o casamento que eu desejei, antes mesmo de imaginar que ele seria na Itália.
Sendo bem honesta, a melhor parte de ter feito o casamento civil no Rio, foi estar com os amigos e com a família também. O casamento em si foi o de menos, o legal mesmo foi estar com quem a gente ama e nos quer bem!”

Clarissa: “Se você perguntar para a gente qual a cerimônia e qual a data que a gente vai considerar como a data oficial do casamento, a gente vai responder 1° de novembro e o casamento na Inglaterra, porque onde foi a cerimônia oficial no cartório e porque a data escolhida não é ao acaso – é também o dia que a gente se conheceu. Mas no coração, tanto para mim quanto para ele, a gente já se sentiu casado no Brasil, na cerimônia lá, já que foi nela, também, que começamos a usar a aliança.

É difícil para a gente essa pergunta, já que cada um teve sua família em ocasiões diferentes. Mas acho que, mesmo não sendo a oficial, foi na do Brasil que a gente se sentiu mais emocionado!”.

Como foi a cerimônia/festa do exterior?

Letícia: “Acho que meio que já respondi essa, não?”

Natália: “A cerimônia foi uma missa (casamento na Igreja na Itália é sempre missa) celebrada por um padre italiano, que havia sido missionário em Salvador por anos, super legal! Alguns amigos participaram fazendo leituras. Teve um duo de violinos que arrasou e a Igreja estava super alegre com os girassois que eu tanto amo. Na saída rolou aquele lance dos confetes e foi sensacional ouvir “Auguri” (parabéns) de todos que passavam por nós na rua.
Não fizemos festa, mas oferecemos um almoço no restaurante do Grand Hotel Minerva. Antes do almoço teve um pequeno coquetel. Foi super simples e farto! Depois da comilança, subimos até o terraço do hotel e joguei não apenas o buquê, mas também os quatro arranjos de mesa.”

Clarissa: “Nosso casamento foi às 9 e pouco da manhã no cartório de Oxford, e levou meia hora. De lá, fomos em vários carros para o restaurante, que ficava afastado e era em um lugar lindo (tinha até um rio correndo atrás!).

Como o almoço seria ao meio dia e tínhamos uma sala reservada só para a gente por 5 horas a partir desse horário (mas chegamos antes disso), pedimos uma pequena “recepção” com caipirinhas (sim, o restaurante se ofereceu para aprender a fazer!!!), vinho e, claro, cerveja.

Foi bem tranquilo: teve entrada, prato principal, sobremesa, café e discursos de todo mundo (do pai do Mark, do meu pai, do Mark, meu e do padrinho!) e muito tempo para a gente ficar conversando com todo mundo. No final, ainda saímos para o jardim para tirar fotos (apesar de já estar ventando muito!).

Quando todo mundo foi embora, eu ainda segui com o Mark, o irmão e alguns amigos para um pub perto do nosso hotel – eu de noiva! – para conversar! :)”

 

Agora, abrindo o jogo: quanto custou tudo?

Letícia: “Então, se contarmos desde o inicio e na ponta do lápis, com alianças, vestido, terno e tudo mais, gastamos aproximadamente 2 mil libras. Ah! Com lua de mel surpresa preparada pelo marido de 3 dias na  praia!”

Natália: “Eu tenho um post que fala de preços atuais bem explicadinhos. Não tenho um valor exato, mas incluindo o aluguel do vestido, deve ter custado uns 8 mil euros (igreja, decoração, almoço, cabelo, maquiagem, fotógrafa, vídeo, bolo amarelo, cerimonialista, violinos, lugar do almoço, coquetel, buquê e flores da lapela).
Sem dúvidas muito mais baratos do que se fosse no Rio!”

Clarissa: “Preciso fazer esse levantamento… Foram £70 para dar entrada no casamento, e em torno de £1.800 pelo restaurante, com todas as refeições incluídas para 34 pessoas. Some-se a isso £240 por duas diárias no hotel em Oxford, aproximadamente £100 de táxi em Oxford para eu, Mark e meus pais, e £18 por pessoa de ônibus entre Londres e Oxford. Não sei quanto foram as alianças (o Mark pagou e foi um presente, eu não perguntei) mas foram de uma designer de jóias que estudou com ele. O vestido eu trouxe do Brasil. Que eu me lembre, foram esses os custos!”

Qual o comentário que você mais ouvia quando dizia que ia casar fora?

Letícia: “Amiga, é sério isso, como assim?”, “Você tá de brincadeira, né?”, “Doida!”. Literalmente as tres frases mais comentadas! :)”

Natália: “Depende, dos pouco conhecidos ou desconhecidos não eram comentários, eram perguntas, geralmente nessa ordem: “O seu noivo é italiano?” – Não. “A família dele é?” – Não. “Vocês vão morar na Itália?“ – Não. ” Então, por que a Itália?“- Porque a gente ama viajar e quis fazer lá. Neste momento todos te olham como um ET… Um ET rico, porque pra casar na Itália tem que ser rico né?!
Já dos amigos eu ouvia a seguinte sequência: “Vocês vão casar? Não acreditooo!!!“ – Pois é, mas não vai ser aqui, vai ser em Florença… “Oi? Em Florença!!! PQP! Vocês demoram um século pra casar e quando resolvem vão pra Florença? Não acredito!!”… Silêncio… “Quer saber? Vou também! (com tom de nem adianta inventar que eu vou de qualquer jeito!)” aí todo mundo caía na risada!”

Clarissa: “Como ele é inglês, isso era meio esperado. Mas se tem uma pergunta que eu ouvi bastante – e ainda ouço – é ‘vai pegar o passaporte inglês?’ou ‘ai, sua sortuda, vai pegar o visto, é como ganhar na loteria’. Sim, acertei na loteria mesmo porque o Mark é um cara fantástico – não porque eu estou casando por causa de um visto! Aff…”

Brincadeira: se você fosse casar de novo (com a mesma pessoa!) e pudesse escolher um lugar diferente, onde seria?

Letícia: “Na praia! O Daniel adora uma praia e já comentamos que seria lindo um casamento nesse nosso estilo, pequeno mais cheio de amor numa praia deserta.”

Natália: “Em qualquer lugar… Paris, Vegas (com o Elvis celebrando), Tailândia… Eu casaria de novo em qualquer canto, porque casar é muito bom!!!”

Clarissa: “Eu queria numa praia também, de preferência num lugar exótico, com ruínas, bangalôs na areia… Ou, sei lá, casaria no México, numa dessas aldeias bem típicas e coloridas… Adoro!”

Dica de ouro que você daria para alguém que pensa em fazer a mesma coisa.

Letícia: “FAÇA! Não pense duas vezes e não se estresse que no final tudo acaba dando certo. É clichê, mas é a mais pura verdade. Nosso casamento foi prova disso. No começo não tínhamos nada, e no final tivemos tudo e mais um pouco. Não se estresse com amigos dizendo que você perdeu o juízo ou que não vão poder ir, ou que ficaram chateados de não serem avisados antes ou terem sido convidados, mas valorize e MUITO as pessoas que estão do seu lado desde o início, que estiveram com você no seu grande dia e muito provavelmente o resto da sua vida.

Me desculpe pra quem fez festão e tudo mais, mas eu amei a minha festinha e meus convidados, mesmo longe da família e amigos no Brasil. Amigo que é amigo fica feliz por que voce está feliz e casou, e não fica chateado porque você fez festa (ainda que pequena) e não convidou. Nao se estresse, relaxe e aproveite!

Ah! E case, linda, de maquiagem ou sem, de unhas feitas ou sem, na Inglaterra, no Brasil, Índia, na China ou em qualquer lugar! O amor não escolhe lugar pra ser celebrado, o amor está em todos os lugares! 🙂

Natália: “A primeira dica que eu dou é: Vá!!! A segunda é, se você quer que seus amigos e familiares estejam com você no grande dia, avise a eles com uns 9-12 meses de antecedência. Como eu resolvi casar 11 meses antes do casamento e só decidi o lugar 10-9 meses depois e só falei para os amigos cerca de 7 meses antes (ainda sem a data certa), foi uma maravilha ter tanta gente conosco. Mas tenho certeza de que se fosse com mais tempo teria tido muito mais gente, pois teria dado para organizar férias no trabalho, grana, etc. Mas eu tinha que respeitar o tempo do Zuco, que passou alguns meses sem falar muito no assunto.”

Clarissa: “Se você sentir que precisa de ajuda, chame uma cerimonialista. Se sentir que não, faça sozinha. Se tem dinheiro para gastar, gaste – mas se não tem, não sofra: acho que festa de casamento é uma indústria milionária e supervalorizada, o que significa que você acha muitos profissionais fantásticos, mas também acha muita coisa que custa uma fortuna e que, pensemos sinceramente, não vale o que custa.

Acho que a gente vem de uma cultura em que o casamento é o ápice da história, especialmente se você é mulher. É quase a realização do maior sonho da sua vida – lembro que eu conversava com uma amiga e concordávamos que a Disney estragou a nossa infância: a gente cresceu assistindo que o filme acaba logo com o casamento da princesa e que eles “vivem felizes para sempre”, afinal, não acontecem mais problemas nem nada mais emocionante depois que você casa, né? Só que, princesas e ideologias à parte, o casamento (festa) virou uma instituição enorme, com cobranças e expectativas maiores até que o casamento (união) em si – e acho que a gente perdeu a mão nesse processo. Então, se for algo que você sempre quis, a festa de casamento tradicional, faça e aproveite muito o processo – até porque, é impressionante como a festa em si passa rápido! Mas não se preocupe se você sentir coagida a seguir tradições, formatos, expectativas ou pitacos alheios. Não há nada mais esquisito do que viver um momento que de alguma forma não combina com você.

E é interessante se desligar, às vezes – acho que o maior privilégio que eu tive foi de ter dois casamentos (com a mesma pessoa) em pouco tempo de diferença e em culturas completamente diferentes, e ver assim a diferença de peso de uma para a outra em relação a esse tipo de evento. E não digo de forma alguma que a cultura de um sobre casamentos é melhor do que a outra: mas sim de que é libertador ver essas diferenças, e ver que não tem um “tem que fazer” em casamentos – nem em nada na vida.

Sabe do que eu lembrei, enquanto pensava em algo para fechar esse post? Lembro que quando era adolescente e bobona, eu morria de chorar no filme “Coração Valente”, na parte em que o William Wallace (Mel Gibson) se casava em segredo com a mulher que ele amava (tudo bem que ela morria logo em seguida, mas isso não vem ao caso!). Eles casavam à noite, escondidos na floresta, só os dois e um padre. Eu chorava e achava lindo essa coisa de amor de verdade. E sério: para o que verdadeiramente importa no casamento, não é só isso mesmo que você precisa? Você, quem você ama, e alguém para oficializar? All you need is love?

Sei lá. Casar é especial, casar pelo mundo é mais especial ainda. Super recomendo. Para mim, o mais maravilhoso foi estar cercada por pessoas que eu amo – de verdade – e de ter tido tudo feito de forma muito fiel ao que queríamos. E guess what? Nem dei pela falta da mesa de chocolate… 🙂

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