G1 - Famlia de garota morta no Hopi Hari acompanhar 1

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Gabriela Nichimura morreu após cair de brinquedo em parque de Vinhedo.
Estudante de 14 anos morava no Japão e passava as férias com a família.

Gabriela Nichimura (Foto: Arquivo Pessoal / Silmara Nichimura)Gabriela morreu em fevereiro de 2012, após cair de
brinquedo (Foto: Arquivo /Silmara Nichimura)

A primeira audiência sobre a morte da estudante Gabriela Nichimura no parque de diversões Hopi Hari, em fevereiro de 2012, será realizada na tarde desta quinta-feira (27), em Vinhedo (SP). De acordo com despacho do juiz da 1ª Vara Criminal, Fábio Marcelo Holanda, a sessão terá início com os relatos de testemunhas sobre o caso que tem 12 réus acusados de homicídio culposo, quando não há intenção, entre eles, o presidente do parque à época do acidente.

A adolescente, de 14 anos, morava no Japão e passava férias com os pais e a irmã no Brasil. De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal , ela sofreu politraumatismo depois de cair do brinquedo "La Tour Eiffel". Caso sejam condenados, os acusados podem receber pena de um a três anos de prisão. Quando ofereceu denúncia à Justiça, o promotor Rogerio Sanches pediu ainda que a pena seja aumentada em um terço, ao alegar que os funcionários do parque de diversões descumpriram regras de segurança. O processo corre em segredo de Justiça.

A advogada que representa a família, Cristiane Perrucci, afirmou que a expectativa é de elucidar os fatos e diz não ter dúvidas sobre as falhas. "A cadeira daquele brinquedo não poderia ser utilizada", resumiu. Ela acredita que o caso terá uma decisão até dezembro deste ano. Os pais de Gabriela irão acompanhar o andamento do processo de Iwata, no Japão, onde moram.

Expectativados réus
Entre os 12 réus do processo, estão o ex-presidente do Hopi Hari, Armando Pereira Filho, e três funcionários que atuavam na área de gerência à época do acidente: Stefan Fridolin Banholzer, Fábio Ferreira da Silva e Flávio da Silva Pereira. O advogado deles, Alberto Zacharias Toron, afirmou que não há o que dizer neste momento sobre o processo. "Agora nós vamos colher a prova e aguardo que seja uma audiência tranquila, como tenho certeza será."Segundo ele, os colaboradores que trabalhavam no setor de gerência ainda atuam pelo parque de diversões, mas o defensor não soube dizer quais funções eles exercem atualmente no local.

Foto mostra Gabriela Nichimura em brinquedo do Hopi Hari, em Vinhedo, antes do acidente (Foto: Arquivo pessoal/Reprodução EPTV)Foto mostra Gabriela em brinquedo do Hopi Hari,
em Vinhedo (Foto: Arquivo / Reprodução EPTV)

Outros quatro réus do processo, representados pela advogada Simone Haidamus, são Adriano César de Souza (técnico de manutenção mecânica), Lucas Martins Figueiredo (supervisor de operações), Edson da Silva (atendente de operação) e Juliano Ambrósio (técnico de manutenção). Os cargos indicados eram exercidos à época do acidente no parque.

"Como é um caso que deu repercussão, a gente confia que o juiz colherá a prova com isenção para julgar. Ele tem que começar essa instrução de peito aberto, como se não conhecesse nada, para ouvir tudo e dar chance igual para todo mundo, acusação e defesa." Em nota, o Hopi Hari informou que Figueiredo, Souza e Ambrósio ainda trabalham no parque.

O advogado do réu Marcos Antônio Tomaz Leal, que em 2012 atuava como atendente de operação e não integra mais o quadro de funcionários, Bichir Ale Bichir Junior, preferiu não comentar o assunto. O defensor do réu Vitor Igor Spinocci de Oliveira (atendente de operação na época do acidente), Joao Jampaulo Junior, também preferiu não falar sobre a primeira audiência. De acordo com a assessoria do parque, ele não integra o quadro de colaboradores.

O defensor da ré Amanda Cristina Amador, que atuava como operadora à época do acidente e também já não trabalha mais no parque, Luciano Ismael, afirmou que aguarda a realização da primeira audiência para comentar sobre o andamento do processo. A advogada de Luiz Carlos Pereira de Sousa, que trabalhava como mecânico sênior em fevereiro de 2012, Claudia Paciulli Azevedo Parise, não foi encontrada para comentar o assunto até a publicação. Em nota, o Hopi Hari informou que ele ainda integra a lista de funcionários do parque de diversões.

Indenização e apurações
Os pais da adolescente e representantes do parque formalizaram um acordo de indenização por danos morais, em fevereiro do ano passado. A família pedia R$ 4,6 milhões, mas um termo de confidencialidade assinado pelas partes impediu a divulgação do valor acertado.

O laudo produzido pelo Instituto de Criminalística de Campinas (SP) apontou falha humana no acidente que causou a morte da estudante. Os peritos concluíram que a cadeira inoperante onde a vítima sentou-se foi alterada um dia antes do acidente. Durante a manutenção, os técnicos modificaram a chave que mantinha o assento interditado.

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Brinquedo
A atração na qual a garota estava era definido pelo parque como uma réplica da Torre Eiffel, um elevador de 69,5 metros de altura, com assentos que sobem a cinco metros por segundo. Os visitantes ficam parados por dois segundos na altura de um prédio com 23 andares e, em seguida, após tranco no assento, ele despenca em queda livre, com velocidade de até 94 km/h.

Apoio
A assessoria do Hopi Hari informou, em nota, que não irá se manifestar sobre a audiência marcada para a tarde desta quinta-feira. Além disso, afirma que mantém o apoio a todos os envolvidos no processo e aguarda a devida apuração e decisão judicial. "Hopi Hari reafirma sua solidariedade aos familiares e informa que realizou acordo com a família, em fevereiro de 2013, antes de qualquer decisão judicial. O parque reitera que sempre esteve à disposição para ajudar nos esclarecimentos dos fatos pela Justiça."

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