Foto de filhote de urubu

Foto de filhote de urubu

Urubu-de-cabeça-preta Coragyps atratus (Bechstein, 1793)
Ordem: Cathartiformes | Família: Cathartidae | Politípica (3 subespécies)


Indivíduo adulto. Miranda/MS. Foto: Willian Menq

Trata-se do urubu mais comum e bem distribuído do Brasil. É facilmente observado voando em círculos nos centros das cidades, fazendas e áreas abertas, ou empoleirado na borda de edifícios, antenas de telefonia e postes de eletricidade. Alimenta-se principalmente de animais mortos, e sua área de ocorrência tem-se expandido com a colonização humana. Conhecido também como urubu-comum, corvo, urubu-preto e apitã.


Descrição: Possui 56-66 cm de comprimento, peso médio de 1180 g (macho) e 1940 g (fêmea). Adulto e jovem são totalmente negros, inclusive a pele nua da cabeça e pescoço. Em voo destaca-se a as penas primárias claras (ponta das asas), sendo uma ótima característica para diferenciá-lo dos outros urubus.

Dieta e comportamento de caça: Alimenta-se principalmente de carcaças de animais mortos em diferentes estágios de decomposição. Também consome materiais orgânicos em decomposição, captura pequenos vertebrados feridos/debilitados, além de filhotes de tartarugas e aves. No ambiente urbano busca restos de comida em lixos, lixões e partes de animais domésticos abatidos. Também pode procurar mamíferos herbívoros (gado, cavalo, animais domésticos) para retirar carrapatos ou partículas orgânicas de suas pelagens, como relatado por Sazima (2010).

Reprodução: Nidifica em ocos de árvores mortas, entre pedras e outros locais abrigados, geralmente com incidência de árvores. Em ambiente urbano, pode utilizar sacadas de prédios e plataformas para nidificar. Coloca até dois ovos, que são incubados por aproximadamente 32 a 39 dias. O filhote ao nascer apresenta uma penugem amarelada e o bico reto colorido de azul-escuro; após 3 semanas sua cor é branco-rosada, com uma estreita faixa negra circundando a cabeça e tarsos azulados; um mês depois, com o tamanho de uma galinha, sua plumagem é castanho-claro, mostrando algumas penas negras. Aos 2 meses, já com a plumagem e o bico negros, tem a pele do pescoço lisa, sem as proeminências transversais e rugosas da ave adulta. O primeiro voo dá-se com 11 semanas de vida.
Distribuição e subespécies: De ampla distribuição nas Américas, ocorre desde a região central dos Estados Unidos, América Central, até a Terra do Fogo, incluindo todo o Brasil.

  • Coragyps a. atratus: ocorre no extremo sul dos Estados Unidos e norte do México;
  • Coragyps a. brasiliensis: ocorre da porção tropical do México, América Central até o norte e leste da América do Sul, incluindo todo o Brasil;
  • Coragyps a. foetens: ocorre no oeste da América do Sul.

Habitat e comportamento: Trata-se do urubu mais comum e bem distribuído do Brasil. Ocorre em uma variedade de habitats, desde campos naturais, borda de matas, até áreas rurais e centros urbanos, ausente apenas em áreas densamente florestadas. É um excelente planador, facilmente observado planando alto em círculos nos centros das cidades, fazendas e áreas antropizadas, ou pousado na borda de edifícios, antenas de telefonia e postes de eletricidade.

Vive em grupos, às vezes de dezenas de indivíduos. Sua área de ocorrência tem-se expandido com a colonização humana. Acostuma-se com a presença humana e, em alguns locais, circula até junto de galinhas e outras aves domésticas. Quando está andando próximos a outros urubus, deixa a cauda ereta aparecendo entre as asas. Em dias quentes pode ser observado se banhando em poças rasas de riachos, poças barrentas ou tomam banho de chuva, auxiliando na termorregulação e manutenção da plumagem. Não possui o olfato apurado do gênero Cathartes, localiza seu alimento através da poderosa visão ou seguindo outros urubus.

Movimentos: Espécie migratória no Brasil, sendo as populações mais ao norte dos Estados Unidos parcialmente migratórias.


:: Página editada por: Willian Menq em Fev/2018. ::


Referências:

Houston, D., Kirwan, G.M. & Boesman, P. (2018). American Black Vulture (Coragyps atratus). In: del Hoyo, J., Elliott, A., Sargatal, J., Christie, D.A. & de Juana, E. (eds.). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona. (retrieved from https://www.hbw.com/node/52943 on 24 January 2018).

Sazima, I. (2007). Unexpected cleaners: Black Vultures (Coragyps atratus) remove debris, ticks, and peck at sores of capybaras (Hydrochoerus hydrochaeris), with an overview of tick-removing birds in Brazil. Rev. Bras. Ornitol. 15(3): 417-426.

Sazima, I. (2010) Black Vultures (Coragyps atratus) pick organic debris from the hair of a domestic dog in southeastern Brazil. Revista Brasileira de Ornitologia, 18(1):45-48.

Sazima, I. (2011) Black Vulture (Coragyps atratus): bath and drink. Revista Brasileira de Ornitologia, 19(1):81-84.

Sick, H. (1997) Ornitologia Brasileira. Nova Fronteira, RJ.

Sousa, M. C; Costa, J. P. M; Silva, R. A. C. (2009) Albinismo em Coragyps atratus no Estado de Sergipe (Cathartiformes: Cathartidae). Atualidades Ornitológicas 150, p 22-23.

Site associado: Global Raptor Information Network

 


Citação recomendada:

Menq, W. (2018) Urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus) - Aves de Rapina Brasil. Disponível em: < http://www.avesderapinabrasil.com/coragyps_atratus.htm > Acesso em: .


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